Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
São João disse que não!
São João disse que não!
Isto é lá com Santo Antônio!
Eu pedi numa oração
Ao querido São João
Que me desse um matrimônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isto é lá com Santo Antônio!
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
São João ficou zangado
São João só dá cartão
Com direito a batizado
Implorei a São João
Desse ao menos um cartão
Que eu levava a Santo Antônio
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Disse o velho num sorriso:
Minha gente, eu sou chaveiro!
Nunca fui casamenteiro!
São João não me atendendo
A São Pedro fui correndo
Nos portões do paraíso
Matrimônio! Matrimônio!
Isso é lá com Santo Antônio
Luiz Gonzaga -- Olha Pro Céu
(de José Fernandes e Luiz Gonzaga)
Voltando a Mário Zan
Pula fogueira / Cai, cai balão / Capelinha de melão (1974)
Gírias do Norte (Jacinto Silva e Onildo Almeida) por Ceumar:
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranquila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.
Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.
— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.
O trenzinho recebeu em Magoari o pessoal do matadouro e tocou para Belém. Já era noite. Só se sentia o cheiro doce do sangue. As manchas na roupa dos passageiros ninguém via porque não havia luz. De vez em quando passava uma fagulha que a chaminé da locomotiva botava. E os vagões no escuro.
Trem misterioso. Noite fora, noite dentro. O chefe vinha recolher os bilhetes de cigarro na boca. Chegava a passagem bem perto da ponta acesa e dava uma chupada para fazer mais luz. Via mal e mal a data e ia guardando no bolso. Havia sempre uns que gritavam :
— Vai pisar no inferno!
Ele pedia perdão (ou não pedia) e continuava seu caminho. Os vagões sacolejando.
O trenzinho seguia danado para Belém porque o maquinista não tinha jantado até aquela hora. Os que não dormiam aproveitando a escuridão conversavam e até gesticulavam por força do hábito brasileiro. Ou então cantavam, assobiavam. Só as mulheres se encolhiam com medo de algum desrespeito.
Noite sem lua nem nada. Os fósforos é que alumiavam um instante as caras cansadas e a pretidão feia caía de novo. Ninguém estranhava. Era assim mesmo todos os dias. O pessoal do matadouro já estava acostumado. Parecia trem de carga o trem de Magoarí.
* * *
Porém, aconteceu que no dia 6 de maio viajava no penúltimo banco do lado direito do segundo vagão um cego de óculos azuis. Cego baiano das margens do Verde de Baixo. Flautista de profissão dera um concerto em Bragança. Parara em Magoarí. Voltava para Belém com setenta e quatrocentos no bolso. 0 taioca guia dele só dava uma forga no bocejo para cuspir.
Baiano velho estava contente. Primeiro deu uma cotovelada no secretário e puxou conversa. Puxou à toa porque não veio nada. Então principiou a assobiar. Assobiou uma valsa (dessas que vão subindo, vão subindo e depois descendo, vêm descendo), uma polca, um pedaço do Trovador. Ficou quieto uns tempos. De repente deu uma coisa nele. Perguntou para o rapaz:
— O jornal não dá nada sobre a sucessão presidencial?
O rapaz respondeu:
— Não sei: nós estamos no escuro.
— No escuro?
— É.
Ficou matutando calado. Claríssimo que não compreendia bem. Perguntou de novo:
— Não tem luz?
Bocejo.
— Não tem.
Cuspada.
Matutou mais um pouco. Perguntou de novo:
— O vagão está no escuro?
— Está.
De tanta indignação bateu com o porrete no soalho. E principiou a grita dele assim:
— Não pode ser! Estrada relaxada! Que é que faz que não acende? Não se pode viver sem luz! A luz é necessária! A luz é o maior dom da natureza! Luz! Luz! Luz!
E a luz não foi feita. Continuou berrando:
— Luz! Luz! Luz!
Só a escuridão respondia.
Baiano velho estava fulo. Urrava. Vozes perguntaram dentro da noite:
— Que é que há?
Baiano velho trovejou:
— Não tem luz!
Vozes concordaram:
— Pois não tem mesmo.
* * *
Foi preciso explicar que era um desaforo. Homem não é bicho. Viver nas trevas é cuspir no progresso da humanidade. Depois a gente tem a obrigação de reagir contra os exploradores do povo. No preço da passagem está incluída a luz. O governo não toma providências? Não toma? A turba ignara fará valer seus direitos sem ele. Contra ele se necessário. Brasileiro é bom, é amigo da paz, é tudo quanto quiserem: mas bobo não. Chega um dia e a coisa pega fogo.
Todos gritavam discutindo com calor e palavrões. Um mulato propôs que se matasse o chefe do trem. Mas João Virgulino lembrou:
— Ele é pobre como a gente.
Outro sugeriu uma grande passeata em Belém com banda de música e discursos.
— Foguetes também?
— Foguetes também.
— Be-le-za!
Mas João Virgulino observou:
— Isso custa dinheiro.
— Que é que se vai fazer então? Ninguém sabia. Isto é: João Virgulino sabia. Magafere-chefe do matadouro de Magoarí, tirou a faca da cinta e começou a esquartejar o banco de palhinha. Com todas as regras do ofício. Cortou um pedaço, jogou pela janela e disse:
— Dois quilos de lombo!
Cortou outro e disse:
— Quilo e meio de toicinho!
Todos os passageiros magarefes e auxiliares imitaram o chefe. Era cortar e jogar pelas janelas. Parecia um serviço organizado. Ordens partiam de todos os lados. Com piadas, risadas, gargalhadas.
— Quantas reses, Zé Bento?
— Eu estou na quarta, Zé Bento!
Baiano velho quando percebeu a história pulou de contente. O chefe do trem correu quase que chorando.
— Que é isso? Que é isso? É por causa da luz? Baiano velho respondeu :
— É por causa das trevas!
O chefe do trem suplicava:
— Calma ! Calma ! Eu arranjo umas velinhas.
João Virgulino percorria os vagões apalpando os bancos.
— Aqui ainda tem uns três quilos de colchão mole!
0 chefe do trem foi para o cubículo dele e se fechou por dentro rezando. Belém já estava perto. Dos bancos só restava a armação de ferro. Os passageiros de pé contavam façanhas. Baiano velho tocava a marcha de sua lavra chamada Às armas cidadãos! 0 taioquinha embrulhava no jornal a faca surrupiada na confusão.
Tocando a sineta o trem de Magoarí fundou na estação de Belém. Em dois tempos os vagões se esvaziaram. O último a sair foi o chefe, muito pálido.
* * *
Belém vibrou com a história. Os jornais afixaram cartazes. Era assim o título de um: Os passageiros no trem de Magoarí amotinaram-se jogando os assentos ao leito da estrada. Mas foi substituído porque se prestava a interpretações que feriam de frente o decoro das famílias. Diante da Teatro da Paz houve um conflito sangrento entre populares.
Dada a queixa à polícia foi iniciado o inquérito para apurar as responsabilidades. Perante grande número de advogados, representantes da imprensa, curiosos e pessoas gradas, o delegado ouviu vários passageiros. Todos se mantiveram na negativa menos um que se declarou protestante e trazia um exemplar da Bíblia no bolso. O delegado perguntou:
— Qual a causa verdadeira do motim?
O homem respondeu:
— A causa verdadeira do motim foi a falta de luz nos vagões.
O delegado olhou firme nos olhos do passageiro e continuou:
— Quem encabeçou o movimento?
Em meio da ansiosa expectativa dos presentes o homem revelou:
— Quem encabeçou o movimento foi um cego!
Quis jurar sobre a Bíblia mas foi imediatamente recolhido ao xadrez porque com a autoridade não se brinca.
Para começar, digamos que Marley tinha morrido. Neste particular, não pode haver absolutamente a menor dúvida; a ata dos seus funerais havia sido assinada pelo vigário, pelo sacristão, pelo homem da empresa funerária e pelas pessoas que haviam conduzido o féretro. Scrooge também a tinha assinado. Ora, Scrooge era um nome bastante conhecido na Bolsa, e sua assinatura era um documento valioso, onde quer que ele a colocasse. O velho Marley estava tão morto como um prego de porta.
Perdão! Não quero dizer com isto que saiba por experiência pessoal o que possa haver de particularmente morto num prego de porta. Por mim, eu estaria mais inclinado a considerar um prego de ataúde como a coisa mais morta que possa haver no comércio. Mas, como devemos esta comparação à sabedoria dos nossos antepassados, tenhamos todo o cuidado em não profaná-la, ou, do contrário, o país estará perdido. Assim pois, vocês hão de permitir-me repetir, com insistência, que Marley estava tão morto como um prego de porta.
Acaso Scrooge sabia que Marley estava morto? Evidentemente, sim. Como poderia ser de outro modo? Marley fora seu sócio durante não sei quantos anos; Scrooge era seu único executor testamentário, o único administrador dos seus bens, seu único herdeiro, seu único amigo. De resto, este triste acontecimento, mais que suficiente para perturbar qualquer outro, não o abatera a ponto de fazê-lo perder suas notáveis qualidades de homem de negócios, pois havia assinalado o dia dos seus funerais precisamente por uma especulação das mais felizes.
A menção dos funerais de Marley leva-me novamente ao ponto de partida. É absolutamente certo que Marley estava morto. Este ponto tem de ficar rigorosamente assentado, sem o que, a história que vou contar não apresentaria nada de extraordinário. Se nós não estivéssemos perfeitamente convencidos de que o pai de Hamlet se achava morto antes de levantar o pano do palco, o fato de vê-lo passear sobre suas próprias muralhas, por uma noite de tempestade, nos teria surpreendido tanto quanto se tal fato se tivesse dado com um fidalgo qualquer, que altas horas da noite se levantasse e temerariamente fosse errar em pleno descampado.
Scrooge não havia apagado jamais o nome de seu antigo sócio. Depois de tantos anos, ainda se lia sobre a porta de sua casa comercial o nome de Scrooge & Marley, pois Scrooge & Marley continuava como a razão social da firma. As pessoas que não estavam bem a par das coisas chamavam Scrooge ora por Scrooge, ora por Marley, mas Scrooge atendia pelos dois nomes indiferentemente.
Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa.
Depois de um tempo, dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com dona Clotilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:
- Minha querida Clotilde, já estamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas.
Dona Clotilde, na hora estranhou a atitude da velha rival, e disse que iria pensar no caso. Pelo caminho foi matutando:
- Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato.
Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação. Chegando em casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca.
"Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse 'maravilhoso' presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa". Mandou a empregada levar o presente a casa da rival, com um bilhete: "Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente".
Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou. Que ela está propondo com isso? Não estamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá. Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.
- É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou!
Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem:
"Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. AFINAL, CADA UM DÁ O QUE TEM EM ABUNDÂNCIA EM SUA VIDA".
Em 15 de novembro de 1889 é declarada a república do Brasil
O primeiro presidente é o Marechal Deodoro da Fonseca
Era maçom e militar...
Seu ministro Rui Barbosa abre bancos e dá crédito empresarial, coisa e tal
E também cria a primeira constituição em 1891
Floriano, marechal de ferro, guerreou no Paraguai, ascendeu, foi vice de Deodoro....
Assumiu, repeliu a revolta da armada e a federalista
Decapitou pessoas e por isso deu o nome a Floripa
E também era maçom
Mas ele morreu e depois dele veio Prudente de Morais
Que não era militar, que perigo Prudente de Morais...
Ele era um cafeeiro de São Paulo, pacificou monarquistas, militares e também
revoltosos!
Mas Canudos desgastou Prudente, sofreu atentado, mas quem morreu foi seu ministro Bittencourt.
Ele definiu as fronteiras Minas-São Paulo e Brasil-Argentina com ajuda do Rio Branco que foi tipo o primeiro Eike Batista da história do Brasil
Depois assumiu Campos Sales apelidado de Campos selos porque criou o imposto do selo
Fez também funding loan,arrolamento da dívida brasileira!
E depois dele veio Rodrigues Alves, o último paulista a assumir
Fez o “Bota Abaixo” de Pereira Passos
Causou a revolta da Vacina de Oswaldo Cruz
Comprou o Acre da Bolívia, era maçom...
Depois dele veio Afonso Pena que era maçom, construiu ferrovias
E morreu dando o lugar a Nilo Peçanha que era maçom, o único presidente mulato...
Apoiou seu sucessor Hermes da Fonseca que era maçom...
Enfrentou a revolta da Chibata e a revolta do Contestado na fronteira Santa Catarina-Paraná
Depois dele veio o também maçom, Venceslau Brás, escreveu Brasil com “s”, isso é demais!
Declarou guerra à Alemanha e bombardeou golfinhos pensando que eram submarinos alemães na primeira guerra
Depois dele veio Rodrigues Alves, ganhou de novo, mas contraiu a gripe espanhola e morreu. Coitado dele!
Quem assumiu foi o vice Delfim Moreira que também era maçom, virou nome de rua no Leblon
Tinha déficit de atenção, ficou poucos meses no poder dando lugar ao novo presidente: Epitácio Pessoa!
Que contrariou o café com leite porque era paraibano, não era mineiro nem paulista e nem era maçom, quando eleito estava na França!
Veio a semana da Arte Moderna e os conservadores eram ridicularizados por figuras como o modernista Oswald de Andrade
Enfrentou os 18 do forte, metralhou 16, sobraram Eduardo Gomes e o Siqueira Campos!
Depois do Epitácio veio o Artur Bernardes, em meio ao tenentismo
Enfrentou a Revolução de 24 em São Paulo!
Mandou bombardear Mooca, Brás e Perdizes. Caramba, essa eu não sabia!
Ele também era maçom e logo depois enfrentou a coluna Prestes
Mil e quinhentos homens andaram dois mil e quinhentos quilômetros e mesmo assim não deu certo, fugiram para Bolívia!
Washington Luís, nasceu em Macaé, também era maçom, mas foi logo para São Paulo!
Onde foi deputado, prefeito, governardor, depois senador, ganha as eleições para presidente com 99% dos votos! Uau! Que fenômeno Washington Luís!
Anistiou presos políticos, concluiu a Rio-Santos, diminuindo o tempo de viagem entre Rio e São Paulo de trinta e três dias para quatorze horas
Mas como ele era macaense paulista apoiou para sua sucessão também um paulista Júlio Prestes, isso não pode!
Contraria o Café com Leite porque depois do paulista vem um mineiro, depois do mineiro vem um paulista
E assim ele não conseguiu o apoio de Minas, Rio Grande do Sul e Paraíba e que por isso tem na sua bandeira a palavra “nego”
E lançam então Getúlio candidato e João Pessoa vice!
Deu muito briga, muito tiro, teve deputado matando outro com tiro na Câmara dos Deputados!
Mas no fim Júlio Prestes é eleito, faz discurso no exterior como presidente mas quando volta já era!
Já estava instaurada a revolução de 30, Washington é preso, Júlio Prestes também, veio golpe dos militares, assume a Junta Provisória e coloca no poder Getúlio Vargas, o primeiro grande populista do país!
E depois do governo provisório, ele ganha a eleição e se torna o presidente então!
Mas quando acaba o seu mandato, ele faz uma nova ditadura, isso é fato!
Ele fechou o congresso fez uma nova constituição
Se declarou presidente e cancelou a eleição!
Censurou os meios de comunicação e no poder ficou mais oito anos então
Acabou a segunda guerra, coisa volta ao normal, volta a democracia, fim do estado ditatorial!
Depois dele veio o Zé Linhares que...bom só ficou três meses mas é uma rua do Leblon
Depois veio o Eurico Gaspar Dutra, criou a via Dutra, se alinhou com o presidente Truman dos Estados Unidos, mandou fechar o partido Comunista
Getúlio então voltou!
“Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar!”
Ele criou BNDES, PETROBRÁS, CSN, mas ao tempo oposição crescia
E um episódio nebuloso, Carlos Lacerda, opositor de Vargas e Major Rubens Vaz sofrem atentado
Morre o major e Lacerda leva um tiro no pé desestabilizando o governo.
Antes de se matar Getúlio se despede do ministro Tancredo Neves emocionadamente
Em agosto de 54 ele se mata com um tiro no coração no Palácio do Catete causando grande comoção popular.
Depois dele vem Café Filho que assume em seu lugar, ele foi goleiro de futebol em Natal e ficou no poder pouco tempo
Tendo assumido depois Carlos Luz ,foi primeiro presidente a sofrer impeachment por não querer entregar o cargo a JK que estava eleito
E o catarinense Nereu Ramos completou seu mandato e assumiu então JK.
Criou o plano de Metas para desenvolver a economia, mudou a capital para Brasília projetada por Lúcio Costa e Niemeyer
Criou a SUDENE, rompeu com o FMI, fez a Belém-Brasília, Régis Bittencourt, Fernão Dias e muitas outras coisas
O Brasil passou de rural a urbano com “american way of life”
Foi sucedido por Jânio Quadros que era bem maluco, fez o parque do Xingu, criou royalties, condecorou Che Guevara
Depois dele quem iria assumir era o “comunista” João Goulart e isso deu o que falar, em 31 de março rolou a ditadura militar!
Assumiu Castelo Branco da linha dura, medo, censura, violência, opositores exilados!
“É um absurdo, não sei o que, não sei o que lá!”
Depois dele veio o Costa e Silva, uma Junta Provisória, Emilio Medici, o carrasco azul!
Depois dele veio Ernesto Geisel que já enfrentou uma recessão, sentiu o peso da oposição e aí começou o final do medo com o governo Figueiredo
Foi um período negro, não dá nem pra falar, muita resistência popular, a situação não podia mais se sustentar. Bye, bye ditadura militar!
Em 84, Diretas Já! O povo vai poder votar!
Tancredo Neves assumiu nesse transição, morreu e deu lugar ao Sarney então
Conhece o Sarney, conhece sim que eu sei!
E finalmente quando o povo pode escolher entre Lula, Brizola, Covas, o eleito foi o Collor
Mas depois de tanta corrupção, o Brasil pintou as caras e saiu as ruas para causar um impeachment!
Assumiu o vice topetudo Itamar depois dele a gente de novo poderia votar
O Brasil inteiro concentrado na eleição,
Elege Fernando Henrique, levanta a mão!
“Criador” do real, neoliberal, privatizou geral!
Conquistou a nação, ganhou a reeleição, mas então se revelou alguns podres então
Depois finalmente a esquerda o povo vota, Lula é eleito depois de três derrotas!
E o Lula se elege de novo pro segundo mandato, ele é um cara pop, isso daí é fato!
Assistência para o povo, o Brasil cresceu, mas muito escândalo também aconteceu
Uns dizem que melhorou que o Brasil está legal, outros dizem que Brasil continua meio que igual
Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, olhava e perguntava o que ela estava fazendo. Ela respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada, e repetia: "Mãe, o que a senhora está fazendo?"
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos…Eu não entendia nada.
Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: "Filho, saia um pouco para brincar, e quando terminar meu trabalho eu chamo você e lhe coloco em meu colo. Deixarei que veja o trabalho de minha posição".
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo: Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outras claras? Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados? Por que estavam tão cheios de nós e pontos? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?
Um dia, quando eu estava brincando no quintal,ela me chamou. "Filho, venha aqui e sente em meu colo". Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer. Lá de baixo parecia tão confuso! E, de cima, eu vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe disse:
- "Filho, de baixo para cima parecia confuso e desordenado porque você não viu que na parte de cima havia um belo desenho… Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo".
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: "Pai, o que estás fazendo?" Ele parece responder: "Estou bordando a sua vida, filho". E eu continuo perguntando: "Mas está tudo tão confuso…Pai, tudo está desordenado. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros… Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece dizer: "Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se…confie em mim. Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo, e então vai ver o plano da sua vida da minha posição".